Comunicado da Junta de Freguesia de Arroios

A Junta de Freguesia de Arroios lamenta profundamente que após meses de apoio contínuo e diário a mais de 230 requerentes de asilo e refugiados, a residir na Freguesia, o Conselho Português para os Refugiados, o SEF e a Segurança Social continuem a agir em total desarticulação entre si e sem ouvir e dar informações à Junta de Freguesia.
Tem sido a Freguesia de Arroios quem tem atribuído semanalmente alimentação, medicação, equipamentos de proteção individual, equipamentos de limpeza, roupa, produtos de higiene pessoal e outros, graças à solidariedade de vários fregueses e empresas e ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Apoiados apenas por voluntários informais, os trabalhadores da Freguesia têm acompanhado os casos dos requerentes por questões básicas de humanidade uma vez que estas competências não são das Freguesias. Soube-se hoje, pela comunicação social, que há mais casos de infeção por Covid-19, num quadro em que reiteradamente a Junta tem alertado para a falta de salubridade de muitos dos hostéis, infetados com percevejos, com falta de condições sanitárias, mantendo pessoas com condições de dignidade muito aquém do aceitável.
Lamentamos profundamente que não continuem a ouvir e a informar a Junta de Freguesia que, continuará, em defesa dos direitos humanos e das políticas de inclusão, a prestar o apoio como até hoje, cientes do profundo desrespeito que estas instituições têm demonstrado não só com os requerentes de asilo, refugiados, mas também com os trabalhadores da Junta de Freguesia, o seu Executivo e todos os eleitos da Assembleia de Freguesia, bem como todos os moradores em Arroios, contribuindo para situações de falta de informação, violação de direitos básicos e aumento de fenómenos de xenofobia que nunca caraterizaram a Freguesia de Arroios.

O Executivo da Junta de Freguesia de Arroios
09/07/2020


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