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Fazer o bem, sempre.

O que torna a vida feliz é fazer o bem, sempre. Teresa de Saldanha

Teresa de Saldanha nasceu no seio de uma família nobre, no Palácio da Anunciada, em Lisboa, a 4 de setembro de 1837. Aqui cresceu, “rica em talentos”: pintava, tocava piano e falava corretamente vários idiomas. Não foi por estas razões, no entanto, que foi admirada e reconhecida.

Foi a sua personalidade culta e piedosa, mas simultaneamente forte, determinada e organizada e a sua notável capacidade de liderança que a distinguiram como “uma grande figura feminina que se adiantou ao seu tempo, ao ocupar-se da educação feminina, e que soube corresponder às necessidades impostas pela evolução da sociedade”.

Teresa de Saldanha fundou a primeira comunidade religiosa feminina em Lisboa, há 150 anos, após a extinção das ordens religiosas: a Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena. Abriu casa de educação e promoção espalhadas por Lisboa e fundou escolas, pensionatos e dispensários de Norte a Sul de Portugal.

Os últimos anos da sua vida foram passados na Rua Gomes Freire, 147, de onde governou a congregação. Em 1916, à data da sua morte tinha fundado 27 casas: dezassete em Portugal, seis no Brasil, uma na Bélgica, duas nos EUA e uma em Espanha.

O valor da sua personalidade e da sua obra é inquestionável.

Em dezembro de 2015, o Papa aprovou a publicação do decreto que reconhece as ‘virtudes heroicas’ da irmã Teresa de Saldanha que, assim, recebe assim o título de ‘venerável’ (fase do processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato).”( http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/vida-consagrada-madre-teresa-de-saldanha-exemplo-de-persistencia-intrepidez-clarividencia/)

No dia 8 de janeiro de 2016, as Irmãs Dominicanas e a Junta de Freguesia de Arroios assinalam o centenário da sua morte, inaugurando uma obra escultórica na Rua Gomes Freire, local onde Teresa de Saldanha viveu os últimos anos da sua vida. A escultura da autoria de Rui Pereira foi inaugurada pela presidente da Junta de Freguesia de Arroios, Margarida Martins, pelo vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, e pela Irmã Rita Maria Nicolau da Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, congregação que Madre Teresa de Saldanha fundou em 1868. (https://www.facebook.com/pg/jfarroios/photos/?tab=album&album_id=1668268913445768)

O dia 13 de novembro foi marcado por um momento de festa no bairro onde nasceu a Congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, há 150 anos, em Alfama. Não faltou Fado, poesia e um coro de jovens do Externato de São José e do Lar Madre Teresa de Saldanha. De seguida o edil, acompanhado pela presidente da Junta de Freguesia de São Vicente, Natalina Moura, visitou o Núcleo de Apoio Local “NAL” no Campo de Santa Clara, que conta com o apoio financeiro da autarquia e é gerido pela “Associação João 13”, antiga “Fábrica dos Botões”, que hoje presta apoio aos sem-abrigo e onde outrora Teresa de Saldanha acolhia meninas carenciadas.

(http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/150-anos-a-pensar-nos-mais-necessitados)


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